terça-feira, 22 de novembro de 2016

Bruxas na despensa?

Olá, caros!

Cá estou, de volta! Com mais um episódio desta série (de terror ou comédia, conforme entenderem) que é a minha vida.

Antes de contar o sucedido, uma nota inicial: eu não acredito muito em bruxas! Daquelas da vassoura e com o queixo alongado, entendem? Aceito que hajam coisas que eu desconheço, respeito e tal… mas não rejo a minha vida com base em superstições ou crenças desse género.

E porque é que estou com esta conversa? Pois bem, vou-vos contar, já de seguida.

Um dia destes, fui ao supermercado comprar pão (sim, ao mesmo da outra história, mas isso agora não é relevante). Aproveitei que lá estava e comprei mais umas coisitas, nada de extraordinário. Na hora de pagar, estava eu a pôr as coisas no carrinho (sim, porque eu levo sempre carrinho, mesmo que seja só para um par de artigos) e, até aqui, tudo bem. Neste momento é que acontece a primeira situação digna de nota. Sim, porque eu já topei as tácticas das operadoras de caixa: ainda está um tipo a arrumar as coisas e elas já estão: “Tem cartão? Quer saco? Contribuinte?”. Tudo isto com um único intuito: baralhar a, já de si, minha pobre cabecinha! Devem topar-me ao longe…

Bem, adiante! Não me deixo levar, pago e cá vou eu. Chego a casa, começo a arrumar as coisas e… nada de pão! “Ok, tem calma! Está no carro!” E lá vou eu a descer as escadas, com atenção para ver se tinha caído a meio caminho. Nada! Chego ao carro e… nada! Pensei: “Já sei! Quando fui pesar as bananas, pousei o pão em cima da bancada das cebolas! Bolas!!! Ficou lá!”

Por via das dúvidas, fui confirmar, verificando se, no talão, estava lá o pão. E não é que estava?! Eu paguei o pão! Até à caixa ele chegou! “Já sei!!! Com as pressas dos cartões e contribuintes, deixei o pão lá, depois de pagar!!! Grrrrrrrrrrrrrrr!”

“Pronto, amanhã tenho de improvisar no pequeno-almoço”, pensei eu.

Um pouco de sensatez, aqui a meio: é óbvio que não considero que a operadora de caixa tenha tido alguma culpa nesta situação. Eu é que sou muito distraído.

E pronto, como eu não sou de esconder as parvoíces que faço, cheguei a comentar o episódio com uma amiga minha: “És sempre a mesma coisa! Essa cabecinha…!” E ela tem razão. E, desta vez, nem sequer havia “covinhas” para me desestabilizar.

Conformei-me com a situação e continuei a minha vida. Acabaram por se passar 3 ou 4 dias sem pão, mas sobrevivi.

Eis que, ontem, acontece algo de extraordinário! Mágico! Assustador, ao mesmo tempo!
Vou à despensa buscar qualquer coisa, acto que terei feito uma série de vezes nos últimos dias, e… olho em frente… mesmo à altura dos olhos… e fico parado a olhar! Pasmado! Parvo! Estarrecido!

Na minha frente, solene, imperial e, ao mesmo tempo, tranquilo, jaz um saco de pão, imaculado, pousado na prateleira. MESMO À FRENTE DOS OLHOS!!!!!!

Como é possível??

Ora, regressando ao ponto inicial, eu não acredito em bruxas. Deste modo, tenho de acreditar noutra triste realidade: eu sou uma desgraça! É isto, não há outro termo! Devo ter ido pôr alguma coisa na despensa, pousei o saco do pão e ele ali ficou, invisível (aos meus olhos)...

Esteve ali, o tempo todo! Eu fui à despensa várias vezes, tenho a certeza!

Primeira reacção? Ri-me muito, ora pois! Sim, porque eu rio-me de mim mesmo. No final deste riso, naturalmente, veio o sentimento de autocomiseração: “Bolas, ‘solteiro-nos-trintas’… estas coisas não te deviam acontecer!”

Depois, pensei: “Bem, já que o pão apareceu, vamos comemorar com uma sandocha!!!” E assim foi. Estava já um bocadinho rijo, é verdade… mas soube que nem ginjas!!! :D



domingo, 20 de novembro de 2016

Compras de supermercado Online??

Olá, caros leitores!!! Como estão... os três??? :P

Estou a brincar! Nem sei se chegam a tantos. De qualquer forma, cá estou, para justificar esta minha ausência.

A verdade é que.... Já não estou solteiro!!!!!! :D

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Mentira... :\


Na verdade, eu devo estar sob o efeito de algum feitiço. É tal e qual como a frase:

"Para eu gostar de alguém, é fácil: basta a pessoa não gostar de mim, ser comprometida ou morar longe!"


Enfim... Estou bem como estou! Livre, decido sozinho o que quero fazer, posso apaixonar-me várias vezes ao dia... enfim, um sonho! :)


E é mesmo disto que vos venho falar. Melhor ainda: pedir conselhos!

O que se passa é o seguinte... eu sou um parvo! Isto para quem me está a ler pela primeira vez, pois os outros já estão fartos de saber, não é verdade?

Adiante...

Aqui há tempos, quando fui às compras (uma das 3 ou 4 vezes, este ano), quando vou para a caixa, dou com uma operadora de caixa (daqui para a frente, [OC]) que nunca tinha apanhado. A sério! Eu lembrar-me-ia! E daí, talvez não... Mas pronto, a questão é que a rapariga... tinha covinhas!!! E já sabem que eu e as covinhas...

E ela meteu logo conversa! "Boa tarde! É preciso saco?" E eu, cá para mim: "É preciso saco... pois, pois... eu sei bem o que queres dizer com isso!" (Estou a ser parvo, de novo) 

Mas aproveitei e conversei com ela: "Sim, tenho cartão ________! Não, não é preciso contribuinte! Obrigado e boa tarde!"

Isto para aqueles que se põem logo: "Então, mas meteste conversa, ou não?" Claro, mano! Eu, é logo!" [Tristeza, tse, tse...]

Continuando... Como eu sou um gajo super inteligente, vai de olhar para o badge com o nome. "Tau, já está! Tem lá calma contigo que já te apanho no Face!"

Contudo, e apesar de não um nome tipo "Maria Silva", que existem milhões, só em Portugal Continental e Ilhas, nada de OC com covinhas :(

E pronto, passou-me.

Uns dias mais tarde, volto ao hipermercado e, no meio de um corredor, lá vem ela! Vinha ao telefone. Quando passa por mim, espirra! ("Olha, tem alergia a mim", pensei). E eu, assim meio "entre dentes": "Saúde!". Ela virou-se, riu e lá continuámos as nossas vidinhas.

Uns tempos mais tarde, eu na praia, a fazer aquilo que mais gosto (nada!), eis que... sim, é verdade! Aparece a OC das covinhas! 

E pronto, a partir daí foi um desassossego. Eu a querer descansar (sim, que estar na praia cansa) e o meu pescoço não parava quieto. Mas vá, portei-me como um homenzinho e não dei muito nas vistas.

Uns dias mais tarde, no barzinho habitual.... e lá vem ela, de novo! "Bolas, assim não dá! Eu a tentar esquecer, a tentar seguir com a minha vida... não há condições!"

Desde então, cada ida às compras tornou-se uma Odisseia. Eu já não sou um tipo muito certinho e, cada ida às compras, é, só por si, uma situação complicada. Primeiro, porque mesmo que tenha feito uma lista, esta ficou esquecida, em casa. Depois, tenho aquele problema de estar a olhar directamente para uma coisa e não a conseguir ver. Daí, mesmo com lista, é complicado. Para agravar, passei a ter de escolher a caixa! Claro, percorrer desde a caixa 1 até à 86, para ver a OC das covinhas! Uma canseira...

Porém, durante bastante tempo, deixei de a ver. Pensei: "Ok, já não trabalha aqui... não tenho sorte nenhuma!"

Mas, recentemente, voltou a estar lá! E eu, que já me tinha esquecido (quase, vá), vai de reavivar o interesse. E disse para os meus botões: "Solteiro nos trintas, vamos ser realistas: Tu não vais ser capaz de meter conversa para além dos cartões, sacos e contribuintes! Bem podes planear chegar à caixa e fazer uma piada ou até um elogio. Mas sabes que, na hora H, vais sair de fininho, começar a gaguejar ou sabe-se lá mais o quê (sim, o meu cérebro bloqueia, nestas situações). Só te resta uma coisa e ambos sabemos que não é a ideal, mas a possível: Vasculha o Face!!! Ela tem de lá estar!"

E assim foi! "Hummm, eu tenho um amigo que trabalha aqui, deixa ver... nada! Amigos deste cromo que também cá trabalhem, amigos dos amigos... Tcharan!!!!! BINGO!!!! Malvada!... O truque estava no apelido!!! Era diferente do que vinha no badge! Ok, não era fácil. Mas, como diz um amigo meu, "se isto fosse fácil, andavam cá outros!"

E dizem vocês: "Ok, adicionaste e ela? Aceitou?"

Pois... a verdade é que não adicionei... :|  

Porquê? Então... e depois, se ela não aceita?? Ou, se aceita, e depois eu meto conversa e ela não responde? Nunca mais vou ter coragem para ir às compras!!!!!! E, convenhamos, eu preciso de sobreviver! Por mim! Por vocês, para que continuem a ler as minhas interessantes histórias! (Ok, agora estou a exagerar). Mas entendem, certo???

O que é que eu faço??

E foi aí que se fez luz! "Bem, resta-me uma saída, caso corra mal: Compras de supermercado online!!!!!" :D 

E é assim, estou agora neste impasse: 

a) Adiciono e corre bem - Boa, win-win situation!

b) Adiciono e corre mal - Será que quero um daqueles cromos a escolher-me os frescos???


Por favor, ajudem-me! Digam-me o que fazer!

Desde já, o meu obrigado pela atenção! Beijinhos e abraços! (sem confusões, certo?)  ;)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Raio das covi......!

    Como é possível? Como? Assim, do nada? Assim, tão… fútil? Tão…

    Bem, devo confessar… sou um “fácil”… de apaixonar, ficar caidinho, entenda-se. Como já se dizia por aí: “Não pode ver uma burra de saias!”.

    Bem, em meu próprio abono, devo dizer que não é totalmente verdade. Sim, apaixono-me com alguma regularidade mas, diga-se e sublinhe-se, não acontece com tudo o que mexe. Ok, basta uma rapariga ser muito gira e (muito importante) ter uma boa personalidade e PUUFF!!! Já fui! Mas lá está, existe algum critério!.. ser gira e fofa :S

    Mas pronto, isso agora não interessa para nada! Ou, ao invés, interessa para tudo…

    E não é que uma amiga minha me diz assim: “olha lá esta minha amiga [NOME]. Vai ver ao face”. E pronto, o meu mundo nunca mais foi o mesmo. E eu nem sou muito de me impressionar com fotos. Isto porque, como todos sabemos, uma coisa são as fotos, outra é a realidade. Há pessoas que… vá lá… fotografam bem, digamos assim!!! Vai-se a ver, ao vivo, e… CREDO! Ai que medo!!!!!

    Tipo isto:




    Voltando ao essencial, fiquei perdido… e fiz a minha amiga saber aquilo que fez! Desgraçou-me!! Estava eu, sossegado da vida e vem ela e faz-me uma destas!!! Não há direito!!! Bolas, pá!!! E agora?? Grrrrrrr…..

    Mas eu, com o espírito crítico e científico que me caracteriza, pensei: “Calma, vamos lá entender o que se passa. Respira… Sossega… Compreende!” E Assim, fiz. Tentei analisar a coisa de um ponto de vista objectivo, científico e racional. E, claro, cheguei a uma conclusão: o problema foi encontrado! Já percebi tudo! O mistério foi desfeito! Tcharan!!! Não restam dúvidas! Foi isso!!!!
    Querem saber?? Ok, se chegaram até aqui, deve haver uma réstia de curiosidade. Então eu digo. O problema foi….:

    As covinhas!!!!

    Ela tem covinhas!!! Vocês sabem… aquelas covinhas nas bochechas, quando ri! Fogo, pá!!! Com covinhas eu não consigo lidar!!! SOCORRO!!!!


    Claro que obriguei a minha amiga a fazer alguma coisa. Como? Primeiro, fi-la sentir-se culpada por me deixar neste estado… hummm… desconfortável. Depois, alguma chantagem emocional: “Mas tu não queres a minha felicidade? Não me recomendarias à tua amiga?” Ok, aqui corri alguns riscos, mas tive o cuidado de fazer um “ar de cachorrinho abandonado”. Depois de tanto a chatear, ela lá fez algo: disse-lhe, por mensagem, que tinha um amigo que tinha gostado de uma foto em que estavam juntas. De resposta, veio um “LOL”… Mas pronto, um “lol” é um “lol” e todos sabemos o que significa: Nada! Não significa nada! Nem bem, nem mal.

    Agora, a minha amiga diz-me para meter conversa com ela. Eu, respondo que não: tenho vergonha e, para além disso, que mensagem é que estou a passar quando meto conversa com uma desconhecida? Que gostei da parte física? E o interior? A personalidade? A alma? O coração… Não! Isso não pode ser assim!

    Mas, enfim… É como diz aquela frase bonita que aparece, vezes sem conta, no Facebook: “Se queres que aconteça, faz”. Ao que eu acrescento: “Ou então, convence alguém a fazê-lo, por ti! Sê persuasivo! Se for preciso, faz chantagem! Implora! Faz birrinha! Bate o pé!”

    E, neste momento, vocês pensam: “Olha-me este parvo! Vê umas fotos e fica assim… tse, tse..”

Ao que eu respondo: “Meu caro/a: não sou diferente de ti! A única diferença é que eu tenho ‘cara-de-pau’ para vir escrever estas merdas num blog. Portanto, deixa-te de pseudo-moralismos da treta e dá-me sugestões! Vá, mexe-te! Não estamos a ficar mais novos!”

Beijinhos e abraços!

domingo, 2 de outubro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau II

Olá!

Pensavam que a saga dos "Encontros imediatos do 3º grau" ia ficar-se pelo primeiro episódio?? Não, não!!!

Pois bem, hoje trago-vos o relato de um novo encontro fantástico!

Mais uma vez, primeiro encontro, combinado com naturalidade e espontaneadade. Algo do género: "às 21h30 no centro comercial de [local]". 

"Ok, deixa lá ver no gps, já que sou um desastre em orientação", pensei eu. Mesmo assim, mesmo com as ajudas da tecnologia, não é de confiar, eu perco-me sempre! Mas, chegada a hora, lá me faço ao caminho. E, para grande surpresa, ainda não era a hora marcada e já eu estava no centro comercial!
Fiz um pouco de tempo (expressão parva, na verdade) e, pouco depois, liga-me: 

- Então, já aí estás?
- Sim, sim, já cá estou!
- Ok, estou mesmo a chegar! Cinco minutos e estou aí. Estás em que zona?
- Estou mesmo em frente à Worten.
- Ok, até já!

Brilhante, não acham? Eu, pelo menos, lembro-me de me sentir orgulhoso. Afinal, cheguei ao sítio certo, antes da hora. Como tinha cinco minutos, resolvi dar uma volta pelas lojas ali ao pé. Passado um pouco, toca o telefone:

- Estou mesmo a chegar!
- Ok, eu cá estou, em frente à Worten (à medida que ia regressando ao local).
- Até já!

Passado um minuto ou dois:

- Sim? Estás mesmo onde?
- Em frente à Worten (e olhei para cima, a confirmar, não fosse ter-me enganado)
- Humm... eu estou também e não te vejo!

Aqui, começa-se a instalar o pânico: "Mau, o que é que pode estar a acontecer?" Mas ela, querida (e condescendente), continua:

- Então, mas diz-me: o que vês, quando estás de costas para a entrada da Worten?
- Vejo umas escadas rolantes...
- Oh, meu Deus [disse ela, baixinho]... estás no centro comercial errado! Não te mexas, eu já vou aí ter contigo!

Pois é... eu devia ter suspeitado! As coisas simples, comigo nunca são simples! Bolas, como é que eu não verifiquei se havia mais do que um centro comercial na zona? Porque segui as indicações para o primeiro que apareceu?

E lá fiquei eu, à espera, seguindo, rigorosamente, as últimas indicações: "Não te mexas!"

Começou bem, o encontro [NOT]. Felizmente, o resto da noite correu bem e com tranquilidade... porque foi ela a tomar as rédeas...

Se voltámos a sair? Não, mas fica o episódio para se rirem de mim...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Bicho do mato!

Olá!

Hoje vou só fazer um pequeno desabafo.

Sim, sou um bocado bicho do mato! Não no sentido de ser envergonhado e não me querer dar com outras pessoas. Nada disso! É mais no sentido de, para além de gostar do meu espaço, não sou muito de visitar... fazer visitas, sabem?

Gosto de saber que estão bem, mas não faço visitas de cortesia. Ou até faço, mas é mesmo só se me apetecer. E, para ser franco, apetece-me muito poucas vezes. "Ah e tal, não podes ser assim!" 

Bem, na verdade, até posso! E sou! E não me importo nada com isso! Sou genuínuo e, "hoje, não me apetece visitar-te! Mas isso não quer dizer que não goste de ti. Quer dizer que... hoje, não me apetece visitar-te!" É difícil entender???

Nunca fui muito adepto do "socialmente aceite" ou das "regras sociais". Faço o que me apetece, desde que isso não prejudique ninguém, claro.

Agora, não vou a festas, casamento, funerais, etc. se não me apetecer! 

- "Aii, parece mal! O que é que as pessoas vão pensar?"
- "E eu estou-me c....ando para isso!!! A sério, não quero saber!"

As pessoas que me conhecem bem, sabem que sou pouco previsível, nesse sentido. Sabem que, se não for à festa do seu aniversário, continuo a gostar muito delas mas que, naquele momento, estaria a fazer "um frete" se lá estivesse. E, se calhar, apenas fiquei em casa a ver TV ou a fazer outra coisa qualquer pouco estimulante. Mas foi a minha escolha.

DEAL WITH IT!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estou aqui!

Não, não estou comprometido ;)

Estive uns dias ausente. Primeiro, a preparar uns diazinhos de férias e, depois, a aproveitar o descanso do guerreiro!

Agora, a beber um gin tónico caseiro e a ouvir musiquinhas engraçadas e que não oiço habitualmente.

A verdade é que fartei-me de fazer coisas nestas férias!!!...

Mentira! Não fiz absolutamente nada!!! Rien!!! Nothing!!! Tem sido, mesmo, estar "de papo para o ar" e sentir o tempo a passar. E, neste campo, o Einstein tem mesmo razão: o tempo é relativo! Quando estou a trabalhar, parece que pára, por vezes. Agora, que estou de férias, passa a correr! Não está certo!

Bem, mas eu vim só aqui para vos tranquilizar. Sim, a vocês! Os meus dois... vá, três, seguidores...
Vou voltar, muito em breve, com mais revelações bombásticas!!!! Virei aqui expôr as minhas desgraças, para depois rirmos muito, todos! :D

Não deixem de vir, ok?

Beijinhos e abraços!

sábado, 3 de setembro de 2016

Encontros imediatos do 3º grau I

  Olá! Hoje vou contar-vos uma das minhas saídas com raparigas, assim… meio às cegas. Sim, claro que já o fiz! Tu também, portanto abstém-te de comentários pseudo-moralistas ;)

  Vamos ao que interessa. O caso que vos conto, começa com a insistência de uma amiga minha, no sentido de eu “ter” de conhecer uma amiga dela. Falou-me um pouco dela, traços gerais e afins. Eu, como habitualmente, a ouvir e sempre na palhaçada: “Estás a impingir-me uma encalhada, está-se mesmo a ver” e coisas assim do género. Para ser sincero, retive pouco da informação. Contudo, um dia recebo um pedido de amizade no facebook e, ao fim de momentos de total “anhanço”, lá percebo que é a tal rapariga. Muito bem. Pelas fotos (sim, claro que fui ver e apreciar, dahhh), parecia uma rapariga normal. Nada de fantástico, mas também nada de fugir. Fico na minha e, ao fim de umas horas, ela mete conversa no chat. E assim começa a história.

  Ao longo de várias semanas, eventualmente, meses (sou péssimo com datas… e com nomes… e com caras…), lá fomos conversando e sabendo um pouco mais um sobre o outro. Com o tempo, a rapariga começou, apesar de tudo, a revelar um aspecto menos positivo da sua personalidade… como é que eu hei-de explicar… bem, nós ainda nem nos conhecíamos pessoalmente e ela já parecia que “cobrava” se eu não dava atenção: “Nunca mais me ligaste nenhuma”; “Se não quiseres conversar mais, diz, porque eu já percebi”; “Antes falavas mais, agora já não… e eu sei que falas com outras pessoas”. MEDO!!! Bem, eu já não sou muito a favor de “arranjinhos”, mas esta forma de estar fez-me, realmente, perder a maior parte do interesse.

  Um dia, depois de um período em que deixámos de falar regularmente, lá surge o convite para irmos “tomar um café”. “Ok, não há-de ser muito mau”, pensei eu. Tinha outro evento, antes, e combinámos perto do local onde eu já estaria. Quando fico despachado, vou para o local combinado. Porém, nesta altura só me apetecia ir para casa. Não estava com vontade nenhuma para ir sair e só pensava “bem, ela é um bocado stressada e complicada, isto não vai correr bem… tiram-me daqui!!!”.

  Às tantas, enquanto espero, reparo numa rapariga giríssima, que vinha do meu lado esquerdo: “Wow, tão gira! Mas, espera, não vou estar a olhar para a moça, porque a outra deve estar a chegar e, se me vê a olhar para outra rapariga, para além de não parecer bem, é possível que ainda faça alguma cena de ciúmes, ou sei lá”. Sim, nesta fase, aliada a minha pouca vontade de fazer o que quer que seja, estava na minha memória a “personalidade difícil e complicada” que eu havia já preconcebido. Então, lá desvio o olhar da rapariga gira e olho em frente, para o vazio… mas, sei lá… é mais forte que eu: “Eu tenho de olhar, vá lá! Só mais uma vez, assim rapidinho! Faz de conta que estás a olhar casualmente! Vá, bora!”. E olho! Qual não é o meu espanto :O A rapariga vinha a rir-se para mim! “Não pode!”, pensei eu. Mas era mesmo! Era ela!!!

  Vocês perguntam: “Mas tu não tinhas já visto fotos dela?” E eu respondo: “Sim, mas eu quando disse que era péssimo com caras, não estava a exagerar”. Talvez haja aqui uma atenuante. Enquanto que algumas pessoas ficam melhor nas fotos do que ao vivo, outras terão o efeito contrário. E este “exemplar” era um destes últimos casos! Resumindo: como eu costumo dizer, “era mesmo o meu número!” :P

  Feitos os cumprimentos habituais, lá fomos, rua fora, sem um destino definido (típico da minha parte). Azar dos azares: rua povoada de lojas de moda. Nem trinta metros andados, ela lá vê uma loja de sapatos e… toca a entrar!!! Ainda pensei em ficar cá fora, mas achei que não seria muito bonito. Mas já sei como isto funciona: Loja de sapatos + rapariga = Vai correr mal! Mas pronto, lá entrei. Já lá dentro (e eu a pensar, “bem, deve ser só uma vista de olhos, não tarda regressamos a terreno seguro”), ela fixa-se numa das prateleiras e eis que acontece: “Vá, ajuda-me a escolher! Diz-me dois pares, destes todos que estão aqui!”… e eu fiquei azul! Escolher sapatos?? Oh, minha amiga… Bem, lá tive de me desenrascar. E como é que eu o fiz? Vejam lá se fui esperto ou não: Olhei para os sapatos que ela trazia (era uns “botins”, ou lá como se chamam) e tentei comparar com os que estavam expostos. De seguida, com um ar de extrema confiança (por dentro eu estava assim… pequenino, muito pequeniiiiiiino) digo: “estes e… estes! Ãh, que tal?”. E ela faz um ar de… condescendência e diz: “Sim, boa escolha”. Na verdade, soou mais a “bolas, miúdo, estás mesmo à nora! Se eu algum dia usaria isto! Tse, tse…”. E lá saímos…

  Depois disto, jantar, conversa animada, passeiozinho de despedida e, verdade seja dita, foi uma boa surpresa: acabou por ser muito agradável, contrariamente ao que eu esperava. Foi divertida, muito bem-disposta e agradável.

  Todavia, o tempo e novos “eventos” voltaram a revelar uma personalidade complicada, “cobranças” sem sentido e muita ambivalência. Eu, que sou uma pessoa calma e agradável, um dia tive mesmo de antecipar o final de um jantar. Mas nada de arrependimentos! Ainda mantemos o contacto de tempos a tempos.


  Moral da história: Não sei bem, mas assim de repente, não antecipar desgraças; Não confiar nos meus sentidos; e, sobretudo, não sou bom a escolher sapatos!